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domingo, 22 de setembro de 2024

As três moças de São Nizier

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Em Vercors, nos Alpes franceses, subindo ainda mais alto pelo lado da Torre Sans-Venin, hás três rochedos verticais que parecem estátuas e sobressaem na montanha.

Todos os habitantes de Grenoble conhecem esses três rochedos míticos que surgem altaneiros entre os picos de Vercors. Os alpinistas vencem muitos desafios quando conseguem escalá-los.

Eles são conhecidos como “as três moças de São Nizier”. Sabeis qual é a origem de seu nome tão curioso? Pois  Eis o que aconteceu:

Três moças muito belas e sobre tudo muito vaidosas viviam numa aldeia de Vercors.

Os seus costumes coquetes deixavam surpresos os habitantes do local que tinham muitas dificuldades para sobreviver cultivando aquela terra árida no verão e fria no inverno.

Num verão, enquanto todo mundo trabalhava duro nos campos, as três senhoritas passeavam pelas pradarias.

As "três moças de Saint Nizier"
‒ Oh!, exclamou uma delas, olhem! Com essas flores eu arranjarei um lindo vaso!

‒ Ah! com elas eu faria uma coroa para meus cabelos, disse uma outra.

‒ Olha! o vendedor ambulante de panos está vindo ai!

‒ Ah ! Sim, sim ! Vamos ver quais são as novas cores no seu carrinho!

E partiram com inteira despreocupação sem pensar nos perigos que poderiam acontecer.

Após terem descido a ladeira encontraram três malandros que as aguardavam. Eles avançavam gritando obscenidades irreproduzíveis.

‒ “Socorro! Ajuda!” gritou uma.

‒ “Fujamos logo”, disse outra.

‒ “Ah! se eu tivesse sabido...”, acrescentou a terceira.

As três vaidosas compreenderam tarde seu erro. E saíram correndo em direção da aldeia que ficava muito longe.

São Nizier.
São Nizier.
Mas as roupas prendiam nas pedras e os bandidos se aproximavam espertos, agressivos e velozes.

Percebendo que estavam perdidas, as três lembraram de invocar o Santo da paróquia.

São Nizier sempre foi muito solícito com seus devotos. Lá, do Céu estava vendo a cena e decidiu dar uma lição exemplar às três moças e que valesse para todas as coquetes que andam pelo mundo.

Todas elas ficariam sabendo que a despreocupação da descocada tem graves consequências.

São Nizier, em lugar de castigar os vagabundos, decidiu transformar as três moças em rochedos.

Os criminosos ficaram sem o que queriam.

As moças foram salvas.

Mas ficaram para sempre lá petrificadas lembrando às moças do vale para serem sérias, prudentes, laboriosas, e obedientes aos pais.




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domingo, 10 de dezembro de 2023

A pedra furada

"A pedra furada", ou o demônio Folaton petrificado
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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No cimo de uma colina de 1220 metros de altura, no sul do departamento de Isère há um singular arco de pedra. Ele é chamado “A Pedra Furada”.

Esta magnífica escultura natural tem uma explicação que fez nascer uma lenda tida como verdadeira.

“O duque de Lesdiguières, senhor do castelo de Vizille, era um grande caçador.

“Para conservar os animais dentro de seu território decidiu construir um muro imenso que daria a volta em todo seu feudo. Porém, o custo da realização era exorbitante.

“Ele não podia gastar tanto dinheiro só por sua paixão, mas contorcia-se de desejos de fazé-lo.

Satanás, porém, ficou sabendo que o duque andava com essa caprichosa “necessidade” e decidiu fazer uma visitinha demoníaca ao agitado duque.

‒ “Senhor duque, fiquei sabendo de vosso belo desejo, tão grande e admirável, que eu decidi construir para Vossa Senhoria esse imenso muro gratuitamente”, disse o diabo bajulador.

Um muro imenso para segurar os cervos
O duque logo compreendeu que o diabo estava aprontando uma das dele.

Mas, a vontade desarranjada de fazer o muro era como uma cócega que não o abandonava.

Então, ele achou melhor deixar o demônio falando e assim sonhar um pouco com o absurdo muro.

‒ “Eu, continuou Belzebu, eu não vos pedirei em troca nada de terrestre. Mas, só... apenas ... quer dizer ... só uma coisinha...

‒ “Bem, uma coisinha de nada ... , e falando baixinho acrescentou no ouvido do duque que morria de vontade de caçar, “só... tua ... alma...”

O duque estava doido pelo muro, mas a perdição eterna... ir no inferno pela eternidade toda ..., isso lhe parecia demais!

Dividido entre o capricho e o medo do inferno, o duque achou mais esperto pôr uma condição ao diabo. Uma condição ‒ achava ele ‒ que o diabo não poderia cumprir. Ele, o esperto duque, passaria a perna em Satanás!

‒ “A condição é que você construa esse muro num tempo recorde”.

‒ “Sem dúvida, vossa majestade será bem servida”, respondeu o anjo das trevas.

‒ “Eu vou montar no cavalo e farei um giro pelo meu domínio.”

‒ “Tudo seja feito como Vossa Graça deseja”, respondeu em tom de pilheira o pai da mentira.

‒ “E se o muro não estiver pronto quando eu voltar do giro, eu não estarei obrigado a nada”.

‒ “Wuaff, wuaff”, latiu o demônio em sinal de aprovação, certo que tinha o duque no bolso.

E enquanto o duque saia de passeio em belo corcel, Belzebu ordenou a um outro diabo de nome Folaton que começasse logo a construção.

Folaton era um diabo empreiteiro e mandou vir dezenas de outros espíritos turvos do inferno. Sob seu comando trabalharam como demônios para levantar o muro em tempo recorde.

O muro crescia numa velocidade extraordinária. O duque não podia acreditar no que via.

E eis que os dois extremos do muro iam se tocar e ele ficaria para sempre condenado no abismo infernal!

‒ “Louco de mim”, exclamou o duque, “achei que era mais esperto que o diabo, e ele me passou a perna! Está tudo perdido!!!”

Porém, o anjo da guarda estava junto dele e lhe soprou um bom conselho no ouvido: pedir o auxílio de Nossa Senhora!

O duque então rezou sua oração preferida: a Salve Rainha.

A “Salve Rainha” em gregoriano, Coral da TFP americana: MAIS

O conselho do anjo da guarda foi perfeito.

O que aconteceu então? Ninguém sabe dizê-lo ao certo.

Foi o anjo da guarda? Foi São Miguel arcanjo ele próprio? O fato é que obedecendo a uma ordem de Nossa Senhora, um espírito angélico comunicou uma força prodigiosa ao corcel do duque.

Castelo de Vizille
E, de um salto assombroso, quase sobrenatural, passou por cima do muro e antes que estivesse terminado chegou ao castelo.

O duque estava salvo!

Belzebu não aceitou a derrota. Blasfemava, ameaçava, cuspia, vomitava fogo, quebrava tudo o que havia por perto.

Mas, o anjo estava ali para lembrar que tinha perdido. O espírito de luz fez aceno de que iria jogar o diaboi de ponta cabeça no inferno.

Sem ter mais tempo nem ninguém em quem descarregar sua cólera, Belzebu chamou a Folaton que lhe tinha prometido fazer o muro em tempo recorde e deu-lhe um tremendo coice com seu pezunho enfumaçado.

Folaton saiu expelido pelo ar, passou por cima do morro de Creys, que fica perto de La Motte de Aveillans, até aterrissar de quatro enfiando seu bico na terra. Ali ele ficou esmagado pela sua enorme corcunda.

Ele ficou petrificado como uma lembrança para nunca mais nenhum tolo desastrado tentar passar a perna no diabo.



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domingo, 22 de outubro de 2023

As lendas da Torre Sem Veneno

Luis Dufaur
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Acima de Grenoble, no pé das montanhas de Vercors, um pedaço de muro vigia o vale de Grésivaudan.

Essa ruína tem uma história, a dos senhores de Seyssinet. Aliás, sobre ela corre não uma lenda, mas muitas.



Terra de Jerusalém

Para que seus senhores partissem na Cruzada, o Delfim prometeu conceder terra aos corajosos. O senhor de Pariset soube quais terras lhe seriam doadas.

Era um belo lugar para construir seu castelo. Mas, estava infestado de cobras!

Tendo concluído vitoriosamente sua Cruzada, ele trouxe uma sacola com terra recolhida junto ao Santo Sepulcro em Jerusalém.

Ele lembrava que no jardim do Paraíso, o diabo entrou dentro da serpente e que desde então esse animal rasteiro infestava a terra. Ele achou que só uma terra que tocou em Nosso Senhor poderia expulsá-lo.

Voltando, espalhou a preciosa terra e o milagre aconteceu. Ele pôs em fuga todos os répteis venenosos que infestavam a região.

E um fabuloso castelo foi levantado naquele local antigamente amaldiçoado.

O mistério da mulher

Uma outra lenda conta que há muito tempo uma mulher curava as pessoas das picadas de serpentes.

Pois havia muitas cobras que moravam nas pedras de Vercors.

Os camponeses eram picados durante as colheitas, e as crianças se faziam morder reunindo feixes de galhos infestados com esse animal venenoso.

Todos eram curados por essa mulher de cabelos em desordem e mal penteados, e que agia secretamente.

Ela morava longe da aldeia, perto dos contrafortes de Vercors.

Com todo esse segredo e afastamento, a voz correu rapidamente: é uma bruxa! Pois uma mulher que se esconde para curar as picadas do diabo só pode recorrer à magia negra!

Foi ameaçada de ser levada à Justiça e punida com a morte. Então ela revelou seu segredo.

Ela tinha descoberto, um dia que foi picada por esse animal do diabo, que aplicando a terra do local misturada com ervas, a febre ia embora.

Desde então, ela virou a médica oficial da aldeia e a região ganhou o nome de SANS VENIN (SEM VENENO).



O senhor feudal bom

Mas, há ainda uma outra lenda: a do senhor feudal pacífico.

Houve um nobre senhor de Pariset, descendente do cruzado, que não era nada belicoso.

Ele sempre achava um jeito de arranjar as coisas sem usar violência.

Não era um homem covarde ou moleirão, nem mesmo carente de coragem.

Acontecia que ele tinha visto tantas guerras e tantos mortos que ele adotou o costume de sempre procurar um arranjo salutar para o bem de todos.

Foi assim que o povo dizia que ele não fazia mal, e que tudo o que falava era SANS VENIN.




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domingo, 24 de setembro de 2023

A ponte do diabo em Montoulieu

A Ponte do Diabo, Montoulieu
A Ponte do Diabo em Montoulieu
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Perto da formidável fortaleza de Foix, na região de Languedoc, França, não longe da fronteira com a Espanha há uma ponte.

É a ponte de Montoulieu que existe até hoje.

Há turistas que chegam perto, mas não sabem o que fazem!

É melhor ir bem confessado!!! exclamam os que conhecem. Pois dela se conta a seguinte história:

Numa manhã, Raymond Roger, conde de Foix, acordou de péssimo humor. Passara mal na noite por culpa do javali que jantou na noite anterior.

Desse jeito, fez selar seu cavalo favorito e partiu ao galopo rumo às montanhas.

Ele atravessou logo o burgo de Foix e entrou pelo caminho que corre ao longo do rio Ariège. Ele ia pelo lado esquerdo cavalgando no sentido contrário da correnteza.

Assim ele passou por Ferrières e Prayols. Mas, logo depois lhe deu na fantasia de mudar de lado. Ele mandou o cavalo cruzar o córrego. Porém, naquele lugar o rio Ariège corre entre paredes de pedra enormes e a água é profunda.

O cavalo não quis passar. O conde ficou furioso, deu meia-volta e voltou para o castelo.


A Ponte do Diabo, Montoulieu
A Ponte do Diabo, Montoulieu
Imediatamente, ele mandou vir o barão de Saint-Paul, e lhe disse encolerizado:

‒ “Sr. barão, esse desvio na tua região me põe em cólera...”

‒ “Mas, meu senhor, sempre foi assim desde que existe esse rio!”

‒ “Chega! Eu te ordeno construir uma ponte no local. E logo!!!”

‒ “Bom… sim,... vou tentar…” sussurrou o barão consternado diante da perspectiva de uma tarefa quase impossível.

‒ “Se num mês eu não vejo a ponte, tua vida vai pender de um fio!”

E o conde se retirou deixando o pobre barão completamente desolado.

Acontecia que o barão era um poeta que não se preocupava pelo dia de amanhã e gastava logo os escudos que ganhava. Por isso, ele não tinha um tostão sequer para começar os trabalhos.

Então, ele que cantava sempre, ficou todo triste. Os dias passavam e não aparecia nenhuma solução. Ele foi até os bordes do Ariège e muito desanimado se lamentou:

Gargouille de Notre Dame de Paris.
Gargouille de Notre Dame de Paris.
‒ “Ah! Eu faria um pacto até com o diabo para sair desta enrascada!”

Fora o diabo malandro que soprara essa ideia no miolo mole do barão poeta.

‒ “¨Ca estou eu ...” disse uma voz por trás do barão.

O diabo cheirando a enxofre apareceu e lhe estendeu a mão dizendo:

‒ “Tua ponte estará pronta no dia combinado!...”

‒ “É verdade? Não posso acreditar... bem, muito obrigado... quer dizer... bom, sim, sim, obrigado...”, gaguejou o tolo.

‒ “Sim, sim...”, disse o diabo. “Mas o que é que você vai me dar em troca?”

‒ “Quer dizer... bem...” gaguejou o barão compreendendo tarde demais que tinha posto os pés pelas mãos.

‒ “Você não tem dinheiro... eu sei...”, continuou o diabo sabido. “Olha aqui!”

O espírito da mentira pegou uma pedra e jogou para ele. Na hora de apanhá-la, o barão viu que tinha se transformado em moedas de ouro!

‒ “Mas... eu... quer dizer... não sei...”

Igreja da abadia de São Volusien, onde o barão foi salvo
Igreja da abadia de São Volusien, onde o barão foi salvo
‒ “O que eu quero... ‒ e nessa hora o olhar do demônio faiscava como fogo do inferno ‒ é que você me entregue a alma do primeiro que passe pela ponte!”

O barão fechou os olhos e disse:

‒ “Tá bom! Eu te juro pela minha honra que a alma do primeiro que passar pela ponte será tua!”

E cada um partiu para seu lado. Mas, a partir daquela data, o barão estava cada vez mais triste. Ele tinha feito um pacto com o diabo!

Cheio de remorsos, ele foi para o lugar onde vão todos os que tem necessidade de um reconforto.

Ele foi para a igreja do mosteiro de São Volusien.

Envergonhado por seu pecado, ele se escondeu detrás da primeira coluna à direita, e se prosternou no chão chorando.

O irmão sacristão percebeu esse homem imenso por terra e foi chamar o reverendíssimo abade:

‒ “Meu pai, disse ele, há um ladrão na igreja!...”

‒ “Um ladrão? Como assim? Vamos ver...”

O abade foi pé ante pé até o homem deitado por terra, escutou e ouviu os prantos.

‒ “Mas não é um ladrão! É um homem que sofre!”, sussurrou para o irmão.

Diabo. Hans Memling (1430/1440 — 1494)
E, avançando, tocou no ombro do barão, dizendo:

‒ “Meu amigo, venha...”

E ele levou-o à sacristia onde reconheceu ao barão de Saint-Paul. Este então lhe contou o caso, sua dor e confessou seu pecado.

Quando a confissão acabou, o reverendo padre disse estas palavras na orelha do barão sonhador e atrapalhado:

‒ “Amanhã, vos será necessário... então vós fareis... então... a solução!”

Ninguém ficou sabendo o que saiu nesse momento. Mas o abade passou a noite rezando muitas “missas baixas” pelo barão.

O barão, por sua parte, voltou para sua casa, cantando como um passarinho de alegria.

Entrementes, durante aquela noite toda, ouviu-se no vale o eco de uma barulheira infernal. Era um canteiro de obras pavoroso!!!

Os aldeões de Montoulieu não puderam dormir.

E no raiar da aurora apareceu bem construída uma ponte sobre o perigoso córrego.

Belzebu instalou-se sobre o murinho da ponte, aguardando o primeiro passante para levá-lo ao inferno.

E quando desabrochavam os primeiros alvores matinais, envolto numa capa preta, apareceu o barão de Saint-Paul.

O diabo zombou dele:

‒ “Ah, sim, você vai ser o primeiro!...”

‒ “Não, não”, respondeu o barão. “O primeiro, aquele que é para você... olha está aqui!”

E abrindo uma sacola ocultada sob a capa puxou um enorme gato negro que tinha uma panela amarrada na cauda.

E o gato saiu disparado. Usando todas suas patas atravessou a ponte.

Castelo de Foix, perto de Montoulieu
Castelo de Foix residência do mal-humorado conde, perto de Montoulieu
O diabo soltava vapores pelas orelhas e partiu para pegar o barão, quando na encosta de um morro apareceu a procissão dos monges de São Volusien.

Eles vinham cantando a Ladainha de Todos os Santos, com a Cruz na frente e o Padre Abade levando o hissope e aspergindo a ponte com água benta.

O diabo afundou na terra!!! Vitória!!!

Durante muitos e longos anos poucas pessoas ousaram atravessar a ponte durante a noite.

Entretanto, há mais de dez séculos que não se ouve falar de sinais de Lúcifer na ponte de Montoulieu.

Se você for passear por ali e você o encontrar, fique sabendo que foi você que o atraiu lá!”



(Fonte: “La legendo del pount del diable”, tirada do livro “La Mandrette- Mémoire d’Ariège”, Ed. Lacour/Rediviva).



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