domingo, 18 de setembro de 2016

Como Nossa Senhora converteu um mouro

Nossa Senhora com o Menino Jesus. Barnaba da Modena (1328-1386), Museu do Louvre, Paris.
Nossa Senhora com o Menino Jesus.
Barnaba da Modena (1328-1386), Museu do Louvre, Paris.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Cantiga 46 do rei de Castela Alfonso X, o Sábio. Cantigas de Santa María

Esta Cantiga conta como a imagem de Santa Maria, que um mouro guardava com honra em sua casa, deu leite pelos seus peitos.




Para que sejam mais conhecidos seus milagres, a Virgem faz alguns diante de homens sem fé.

E isto aconteceu como vou contar-vos e como o apreendi. Um mouro com grande hoste de Ultramar foi guerrear contra os cristãos e roubar os desprevenidos.

Aquele mouro fez estragos nas terras em que pôde entrar, e tudo o que roubou levou consigo. E muito satisfeito levou tudo à sua terra, para repartir todos os objetos roubados que tinha coletado.

Daquele conjunto que repartiu, guardou para si uma imagem da Virgem que lhe pareceu não ter igual, e depois de examiná-la muito, a fez preservar e guardar envolvida em panos de ouro.

Com frequência ia vê-la e, de si para si, dizia e raciocinava que não podia acreditar que Deus tivesse querido se encarnar e tomar carne de uma mulher.

“Perdidos estão todos aqueles que acreditam nisso”, dizia ele, “porque não consigo entender que Deus se desse tanto trabalho, nem que se humilhasse tanto.

“Pois ele que é tão grande não pode se encerrar no corpo de uma mulher e andar suando entre gente baixa, como dizem que andou para salvar o mundo.

“Mas, se de tudo isso que Ele mostrou, Ele quisesse vir até mim para me mostrar, eu me tornaria cristão logo e sem demora, e receberia o crisma junto com esses mouros barbudos”.

Mal pôde continuar o mouro com esses raciocínios, quando viu os dois peitos da imagem, como sendo de viva carne, dos quais emanava leite.

Quando viu coisa semelhante, sem mentir se pôs a chorar e fez vir um clérigo que o batizou. E depois disso, sem falta, fez que os seus se tornassem cristãos e, além do mais, praticou outras obras boas conhecidas.


Video: Cantiga 46 de Santa Maria






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domingo, 4 de setembro de 2016

A raposa e o lobo

A raposa e o lobo
A raposa e o lobo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Ouvistes a história da raposa e do lobo? Se não, vou vos contar. Tomai nota.

Uma vez a raposa andava num local onde costumava fazer muito estrago. Montaram então uma arapuca com uma galinha no meio de um poço d’água.

Quando a raposa viu a galinha, foi até o bordo do poço. Mas tinham montado um arranjo pelo qual assim que se aproximasse da galinha, cairia no poço.

E assim aconteceu.

Ela foi ficando cada vez mais perto da galinha, e subitamente caiu no poço. Para não se afogar, montou numa bacia e ali ficou.

Aconteceu de o lobo, ao passar por perto, ver a raposa lá no fundo. Então lhe disse:

“Ei, o que quer dizer isto, minha irmã? Tu que és sábia e mestra, como te aconteceu este mal?”

Respondeu a raposa:

— “Oh! Eu sou inocente, inocentíssima! Você sabe que nós pertencemos a uma mesma classe: você e eu vivemos roubando. Ajuda-me, como é nossa obrigação. Oh! Imploro-te que me ajudes naquilo que podes”.

Respondeu o lobo:

— “O que queres que eu faça?”

Disse a raposa:

— “Vem, entra nesta bacia seca e ajuda-me aqui embaixo”.

Disse então o lobo:

— “Mas tu não tens algo para comer?”

Respondeu a raposa:

— “Aqui há uma galinha”.

Ouvindo isso o lobo pulou na bacia e, na hora em que caiu, pela força da queda o lado em que estava afundou mais, enquanto o lado da raposa foi para cima, aproveitando-se ela para pular fora.

Então o lobo disse à raposa:

— “Ei, ei, ei, ei tu vais embora e me deixas aqui no fundo? Onde estão tuas boas maneiras?”

E ela respondeu:

— “Lamento, este mundo está feito deste jeito: há os que sobem e os que descem!”

E sumiu.

(Autor: São Bernardino de Siena, “Apologhi e Novellette”, Intratext



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domingo, 21 de agosto de 2016

O cavaleiro de Tundale e sua visita ao inferno


Luis Dufaur
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O cavaleiro irlandês Tundale aprendeu uma lição de seu soldado, que nunca esqueceu.

Tundale era um bravo homem e bom soldado, mas não levava uma vida muito boa.

Um dia, enquanto estava sentado a uma mesa, caiu inconsciente e ficou naquele estado por três dias.

Quando recobrou consciência, era um homem mudado.

Começou a louvar a Deus e a fazer penitência por todas coisas más que tinha feito.

Por que mudança tão repentina?

Ele contou a seus amigos que, enquanto estava inconsciente, sua alma pareceu deixar o corpo, e ele se achou rodeado de demônios que queriam levá-lo para o inferno.

Os demônios atormentavam-no terrivelmente, até que seu anjo da guarda apareceu e expulsou-os.

Então o anjo conduziu-o através do inferno e purgatório, mostrando-lhe pessoas que tinha conhecido quando vivas.

Tundale disse a seu anjo o quanto ele tinha padecido nas mãos dos demônios, e o anjo lhe respondeu: “Tenho estado sempre ao seu lado, mas você nunca me pediu ajuda”.


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domingo, 7 de agosto de 2016

A raposa e o corvo

O corvo e a raposa
Luis Dufaur
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Um belo dia falando o Conde Lucanor com Patronio, seu conselheiro, disse:

— Patronio, um homem que diz ser meu amigo começou a me louvar dando a entender que eu tinha muito poder e muitas qualidades boas. Após muitos louvores ele me propôs um negócio que, a primeira vista, me pareceu muito proveitoso.

Então, o conde contou a Patronio o negócio que o amigo propunha e que parecia muito interessante. Mas Patronio percebeu que pretendia enganar o conde com formosas palavras.

Por isso disse:

— Senhor Conde Lucanor, deveis saber que esse homem quer vos enganar e fala que vosso poder e vosso estado são maiores do que na realidade são. Para evitar a enganação por ele aprontada gostaria que soubesses o que aconteceu ao corvo com a raposa.

O conde quis saber o que houvera.

— Senhor Conde Lucanor – disse Patronio –, o corvo certa vez achou um grande pedaço de queijo e pousou num galho para comê-lo tranquilamente, sem ser molestado.

Mas aconteceu de uma raposa passar por baixo da árvore e quando viu o queijo, começou a urdir o jeito de roubá-lo.

E foi assim que disse:

— Belo Corvo, há muito que ouço falar de vós, da vossa nobreza e da vossa galhardia. Embora eu vos tenha procurado por toda parte, nem Deus nem minha sorte me permitiram encontrar-vos antes.

Mas, agora que vos vejo, acredito que sedes muito superior a tudo quanto me diziam. E para que vejais que não procuro bajular-vos, não somente falarei de vossos bons dons, mas também dos defeitos que vos atribuem.

Todos dizem que, sendo preta a cor de vossa plumagem, olhos, patas e garras, e sendo que o preto não é tão belo como as outras cores, o fato de ser assim preto vos torna muito feio.

Mas eles não percebem seu erro, pois embora vossas plumas sejam pretas, elas têm um tom azulado, como as do pavão, que é a mais bela das aves.

E posto que os olhos foram feitos para ver, enxerga-se melhor quando são pretos e por isso todos louvam os olhos da gazela, que os têm mais escuros que qualquer animal.

Além do mais, vosso bico e vossas garras são mais fortes que as de qualquer outra ave de vosso tamanho.

Também vos quero dizer que voais com tanta velocidade que podeis ir contra o vento, ainda quando é muito forte, coisa que muitas outras aves não podem fazer tão facilmente como vos.

A raposa ao corvo: "eu me sentiria muito ditosa ouvindo o vosso canto"
A raposa ao corvo: "eu me sentiria muito ditosa ouvindo o vosso canto"
Por tudo isso acredito que, Deus que tudo faz bem, não teria consentido que vós, tão perfeito em tudo, não pudesses cantar melhor do que o resto das aves.

E porque Deus me concedeu a dita de vos ver e de comprovar que sedes mais belo do que dizem, eu me sentiria muito ditosa ouvindo o vosso canto.

Senhor Conde Lucanor, atentai que, embora a intenção da raposa fosse enganar o corvo, sempre falou verdades pela metade. Tende certeza que uma enganosa meia-verdade produz os piores males e os maiores prejuízos.

E quando o corvo se sentindo tão bajulado pela raposa e achando que era verdade tudo o que dizia, supus que não estava sendo logrado mas que era sua amiga, não suspeitou que falava só para lhe tirar o queijo.

Ludibriado por palavras e afagos, o corvo abriu o bico para cantar e agradar a raposa. Quando isso fez, o queijo caiu por terra.

Pegou-o logo a raposa e fugiu com ele.

Assim o corvo ficou iludido pelas bajulações de sua falsa amiga, que lhe fez acreditar que era mais belo e mais perfeito do que realmente era.

A vós, senhor Conde Lucanor, a quem Deus outorgou muitos bens, aquele homem quer vos convencer de que vosso poder e estado superam em muito a realidade. Acreditai que ele o faz para vos enganar.

E, por tanto, deveis ficar prevenido e agir como homem de bom juízo.

O conde ficou muito agradado pelo que falou Patronio e seguiu seu conselho. E pelo bom conselho evitou ser enganado.

E tendo ouvido o Infante Don Juan este conto achou que era bom e ordenou que fosse incluído nos livros e compôs estes versos que resumem a moral da história:

Quem acha em ti qualidades que não tens,
sempre procura te tirar alguns bens.



El conde Lucanor
El conde Lucanor é um livro narrativo da literatura de Castela medieval, escrito entre 1330 e 1335 pelo infante Don Juan Manuel, Príncipe de Villena.
O título completo e original em castelhano medieval é Libro de los enxiemplos del Conde Lucanor et de Patronio (Livro dos exemplos do conde Lucanor e de Patronio).
O livro compõe-se de cinco partes, sendo a série de 51 exempla ou contos moralizantes a mais conhecida.


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domingo, 24 de julho de 2016

Da maravilhosa prédica, a qual fez Santo Antônio de Pádua,
ou Lisboa, em consistório

Santo Antônio, Sevilha
Luis Dufaur
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O maravilhoso vaso do Espírito Santo, meu senhor Santo Antônio de Pádua, também de Lisboa, um dos discípulos escolhidos e companheiros de São Francisco, ao qual São Francisco chamava seu vigário.

Pregando uma vez em consistório diante do Papa e dos cardeais (no qual consistório havia homens de diversas nações.

Isto é, gregos, latinos, franceses, alemães, eslavos e ingleses e de outras diversas línguas do mundo).

Inflamado do Espírito Santo tão eficazmente, tão devotamente, tão sutilmente, tão docemente e tão claramente e intuitivamente expôs e falou a palavra de Deus, que todos os que estavam em consistório, conquanto usassem línguas diversas, claramente lhe entendiam as palavras distintamente como se ele tivesse falado na língua de cada um.

domingo, 10 de julho de 2016

O santo, o noviço e o asno

A maledicência. Detalhe de 'Cristo ante Pilatos', Hieronymus Bosch (1450 — 1516)
Luis Dufaur
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Houve um santo religioso que conhecia bem as coisas do mundo e havia percebido que nele não se podia encontrar quem não falasse mal dos outros.

Um dia, disse a um noviço:

— “Meu filho, pega nosso burrinho e vem comigo”.

O obediente mongezinho pegou o asno. Nele o velho religioso montou, seguido pelo jovem, que caminhava atrás. Enquanto iam entre as pessoas, atravessaram um local cheio de lama.

Então, alguém disse:

— “Olha isso! Quanta crueldade contra esse mongezinho que vai a pé. Deixá-lo andar entre tanta lama! E o velho vai a cavalo!”

Assim que o santo ouviu essas palavras, desceu logo do animal e pôs sobre ele o jovem monge. E andaram mais um pouco, com ele por trás guiando o asno no meio do barro.

Então apareceu outro que disse:

— “Olha que coisa estranha esse homem no animal! É o velho que deixa o jovem andar no cavalo sem se cuidar da fatiga e da lama. Você não acha que é uma loucura? Até que os dois poderiam ir sobre esse asno, se quisessem. Agiriam melhor!”

Então o santo religioso montou na garupa. E assim prosseguiram até aparecer outro e dizer:

domingo, 26 de junho de 2016

As lendas da Torre Sem Veneno

Luis Dufaur
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Acima de Grenoble, no pé das montanhas de Vercors, um pedaço de muro vigia o vale de Grésivaudan.

Essa ruína tem uma história, a dos senhores de Seyssinet. Aliás, sobre ela corre não uma lenda, mas muitas.



Terra de Jerusalém

Para que seus senhores partissem na Cruzada, o Delfim prometeu conceder terra aos corajosos. O senhor de Pariset soube quais terras lhe seriam doadas.

Era um belo lugar para construir seu castelo. Mas, estava infestado de cobras!

Tendo concluído vitoriosamente sua Cruzada, ele trouxe uma sacola com terra recolhida junto ao Santo Sepulcro em Jerusalém.

Ele lembrava que no jardim do Paraíso, o diabo entrou dentro da serpente e que desde então esse animal rasteiro infestava a terra. Ele achou que só uma terra que tocou em Nosso Senhor poderia expulsá-lo.

Voltando, espalhou a preciosa terra e o milagre aconteceu. Ele pôs em fuga todos os répteis venenosos que infestavam a região.

E um fabuloso castelo foi levantado naquele local antigamente amaldiçoado.

domingo, 12 de junho de 2016

O que aconteceu com o rei Ricardo da Inglaterra
quando pulou no mar para lutar contra os mouros

El Conde Lucanor, ilustração Víctor G. Ambrus
El Conde Lucanor, ilustração Víctor G. Ambrus.
Luis Dufaur
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Certa feita, o conde Lucanor afastou-se com seu conselheiro Patronio e lhe falou assim:

– Patronio, eu confio muito em seu juízo. E sei que você sabe aconselhar como nenhuma outra pessoa no mundo. Por isso vos peço aconselhar-me como melhor sabes no que vou dizer agora.

Você sabe muito bem que não sou mais jovem e, desde que nasci até agora, cresci e vivi sempre envolvido em guerras, às vezes contra os mouros, outras vezes com os cristãos, e na maioria delas contra reis, senhores, ou vizinhos.

Em minhas lutas com meus irmãos cristãos, embora eu tentasse que a culpa não fosse minha, foi inevitável que muitos inocentes recebessem um grande dano.

Fiz penitência por isso e por outros pecados que cometi contra Deus Nosso Senhor. Porém, vejo que nada nem ninguém neste mundo pode ter certeza de que hoje não vai morrer.

E tenho certeza de que, posta a minha idade, não vou viver muito mais tempo e sei que devo comparecer diante de Deus, que é juiz que não se deixa enganar por palavras.

É um Juiz que julga cada um por suas boas ou más ações. E eu tenho certeza de que, se Deus achar em mim pecados que merecem o castigo eterno, não poderei evitar as dores do inferno, e não há nada de bom neste mundo que possa aliviar a dor eterna.

domingo, 29 de maio de 2016

Por que Deus quis ser Filho da Virgem

Igreja de Fuentidueña, Segovia, Espanha.
Igreja de Fuentidueña, Segovia, Espanha.
Luis Dufaur
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Cantiga 38 do rei de Castela Alfonso X, o Sábio. Cantigas de Santa María

Esta cantiga conta como a imagem de Santa Maria estendeu o braço e segurou seu Filho, que ia cair devido à pedrada que Lhe jogou um saltimbanco.




Posto que Deus quisesse ser Filho da Virgem, para nos salvar a nós pecadores, por isso eu não me maravilho que Lhe doa ver quem O faz sofrer.

Porque Ela e seu Filho se acham unidos pelo amor, de maneira que nunca ninguém por nada poderá separá-los. Portanto, dão prova de serem muito néscios aqueles que vão contra Ela, acreditando que Ele não se sente concernido.

Isso fazem os malvados, que não querem compreender esse amor, e que a Mãe e o Filho estão de acordo em fazer o bem e castigar o mal.