domingo, 21 de janeiro de 2018

Santa Maria pode curar qualquer veneno

Madonna del Soccorso, Tiberio d'Assisi, Museu de San Francisco
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Cantiga 189 do rei de Castela Alfonso X, o Sábio. Cantigas de Santa María



Esta Cantiga é sobre um homem que ia rumo a Santa Maria de Salas e encontrou um dragão no caminho e o matou. Mas ele ficou leproso e depois Santa Maria o curou.

“Bem pode Santa Maria curar de toda peçonha, pois ela é a Mãe d’Aquele que esmagou o basilisco e o dragão”.

A respeito disso, aconteceu um milagre a um homem de Valência, que ia em romaria a Salas sozinho e sem companhia, porque confiava muito em Santa Maria.

Mas se enganou de estrada e foi surpreso à noite, quando estava numa floresta, por uma estranha figura que avançava rumo a ele.

Era uma besta toda feita com jeito de dragão, que o deixou espantado. Mas ele não fugiu dela, pois temeu que se fugisse ela o alcançaria.

E à Virgem bendita elevou logo sua oração, para que o resguardasse da morte, da desgraça e da perdição.

Tendo concluído a oração, fez uma grande força sobre si próprio, avançou por cima da besta e lhe deu um golpe de espada com seu velho espadão, que a cortou pelo meio, de maneira que lhe partiu o coração em duas partes.

domingo, 7 de janeiro de 2018

A Ponte do Diabo de Thueyts

Igreja da cidadinha de Thueyts
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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Em Ardèche, a pequena cidade de Thueyts parece muito calma. Mas essa tranquilidade esconde um terrível segredo.

Na origem dele está uma ponte muito antiga que atravessa o rio Ardèche.

Há muito tempo, um casalzinho de adolescentes de Thueyts ficou secretamente namorado. E combinaram de se encontrar numa pequena mata.

Essa mata era bonita e muito cheia de folhas, mas ficava de outro lado do rio e não havia ponte. A única solução era caminhar três léguas para cruzar pela ponte da cidade vizinha.

A solução era fatigante.

Um belo dia, o rapaz foi até o córrego e tempesteou violentamente dando fortes brados:

‒ “A quem lhe ocorreu fazer este barranco de pedra? Por acaso nós somos amaldiçoados para não termos uma ponte igual que nossos vizinhos? Não é justo!”