domingo, 19 de fevereiro de 2017

O fruto que o Menino Jesus aceitou de um menino pobre

Menino Jesus do Pensamento, escola espanhola
Menino Jesus do Pensamento, escola espanhola
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Nada mais comovedor do que a lenda do pequenino predileto da Virgem Mãe e do Menino Jesus, o Bem-aventurado Hermano José.

Menino de maravilhosa pureza de coração, fugia com a maior cautela de companheiros mal educados e de jogos ruidosos.

Pelo contrário, em parte alguma gostava mais de estar do que na igreja, e a sua delícia particular era orar diante das imagens da Mãe de Deus, que já tinha escolhido por Mãe sua.

Seu nome era Hermano. Ainda hoje se mostra em Colônia, na Igreja de Santa Maria do Capitólio, o lugar onde, segundo uma piedosa tradição, com filial singeleza conversava com o Menino Jesus e sua Santa Mãe.

Ali saudava Maria, quando ia para a escola. Para ali se retirava, enquanto os seus condiscípulos jogavam ou se entregavam a outros brinquedos próprios da idade.

Uma vez levava Hermano consigo uma formosa maçã, e lhe veio a ideia de oferecê-la ao Menino Jesus.

Estendeu a mãozinha para a imagem, e — oh! prodígio! — a maçã foi aceita.

Outra vez, durante o inverno, apareceu o pobre menino descalço diante da imagem e ajoelhou-se para orar, a tremer de frio. Nisto perguntou-lhe Maria:

— Hermano, por que andas descalço, com tamanho frio?
— Porque não tenho sapatos — respondeu.

Então Maria apontou para uma pedra, e disse:
— Vai àquela pedra, e lá encontrarás o dinheiro de que precisas. Quando no futuro te faltar alguma coisa, vai sempre lá procurar, com toda a confiança.

Quando os outros meninos perceberam que Hermano encontrava dinheiro naquele local, também começaram a fazer buscas.

Mas, como não eram tão puros nem tão bons como Hermano, e como não tinham grande amor a Maria, não encontravam nada. O dinheiro estava lá só para Hermano.

A sua pureza era tamanha, que mais tarde, quando tomou o hábito no convento de Steinfeld, ao seu nome juntaram o do esposo virginal de Maria, e desde então ficou chamando-se Hermano José.


(Fonte: Pe. Adolfo de Doss, S.J., "A Pérola das Virtudes" - Porto, 1958)


CRUZADAS CASTELOS CATEDRAIS HEROIS ORAÇÕES CIDADE SIMBOLOS
AS CRUZADASCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

Um comentário:

  1. E isto não é uma lenda, é uma verdade! Oh as crianças precisam saber desta historia

    ResponderExcluir