domingo, 15 de março de 2020

Como São Francisco domesticou as rolas selvagens

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Um jovem havia apanhado um dia muitas rolas e levava-as a vender.

Encontrando-o São Francisco, o qual sempre sentia singular piedade pelos animais mansos, olhando com os olhos piedosos aquelas rolas, disse ao jovem:

“Ó bom moço, peço-te que mas dês, para que passarinhos tão inocentes, os quais são comparados na santa Escritura às almas castas e humildes e fiéis, não caiam nas mãos de cruéis que os matem”.

De repente aquele, inspirado por Deus, deu-as todas a São Francisco; e ele recebendo-as no regaço, começou a falar-lhes docemente:

“Ó irmãs minhas, rolas simples e inocentes e castas, por que vos deixastes apanhar?

“Agora quero livrar-vos da morte e fazer-vos ninhos, para que deis frutos e vos multipliqueis, conforme o mandamento do vosso Criador”.

E vai São Francisco e para todas fez ninhos.

E elas, usando-os, começaram a pôr ovos e criar os filhos diante dos frades:.

E assim domesticamente viviam e tratavam com São Francisco e com os outros frades, como se fossem galinhas sempre criadas por eles.

E dali não se foram enquanto São Francisco com sua bênção não lhes deu licença de partir.

E ao moço que lhas havia dado, disse São Francisco:

“Filho, ainda serás frade nesta Ordem e servirás graciosamente a Jesus Cristo”.

E assim foi; porque o dito jovem se fez frade e viveu na Ordem com grande santidade.

Em louvor de Cristo. Amém.



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