domingo, 27 de novembro de 2016

O cofre de oro do castelo de Dreistein

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Na região de Ottrot havia muitos castelos. Infelizmente, o tempo transformou-os em ruínas.

Mas, há pessoas que acham que eles ainda estão habitados pelos fantasmas dos antigos e riquíssimos senhores. Isso deu origem à lenda do “cofre de oro do castelo de Dreistein”.

Há muito tempo, uma moça passeava sozinha pela floresta à procura de alguns fungos para reforçar sua pobre sopa, aliás, bem fraca.

Seus olhos estavam fatigados após procurar tanto entre o capim o pouco que havia de comestível naquela época de seca.

Por trás de um pequeno mato ela ficou surpresa vendo um homem belo, vestido como um príncipe que caminhava galantemente no bosque.

‒ “Deve ser que meus olhos estão fatigados demais e me enganam”, pensou ela.

domingo, 13 de novembro de 2016

O exorcismo de Frei Garin
e os artifícios do diabo para perdé-lo

Montserrat, panoramica
Luis Dufaur
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Em 859, sendo Conde de Barcelona Vifredo o Zeloso, havia na montanha de Montserrat um anacoreta chamado Garin, que possuía grande virtude e piedade.

Todas as manhãs subia nos picos das montanhas, para louvar a Deus em sua grandeza, e quando voltava à sua gruta o sino da igreja de São Acisdo tocava sozinho para saudá-lo. O demônio, muito contrariado, se propôs a perdê-lo, e para isto empregou todas as suas armas.

Uma manhã, Frei Garin subiu a São Jerônimo, o pico mais alto de Montserrat, com o afã de ver mais de perto o céu, de sentir-se mais próximo de Deus. Porém, naquele dia, pela primeira vez, o demônio o tentou a olhar para o lindo campo, em vez de olhar para o céu.

Contemplou longamente as serras de Valência e de Aragão. Embevecido, avistou Mallorca e os campos de Catalunha. Ao ver-se acima de todos, sentiu-se orgulhoso de sua própria grandeza. Dominava tudo, tudo podia contemplar. Sentia-se dono de tudo.

domingo, 30 de outubro de 2016

O rapaz que foi estrangulado pelo demônio

Detalhe do Juízo Final na fachada de Notre Dame de Paris
Detalhe do Juízo Final na fachada de Notre Dame de Paris
Luis Dufaur
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Dois estudantes, dando-se mais à vadiação do que aos estudos, resolveram ir passar a noite numa casa suspeita.

Por um resto de pudor, porém, um deles desistiu e ficou na pensão, indo só o outro.

Na hora de deitar-se, segundo o seu hábito, o primeiro rezou ao pé da cama três Ave-Marias.

Era um costume de família, que manteve no colégio onde fez seus preparatórios.

Logo que se deitou, ouviu umas pancadas na porta, e o seu infeliz companheiro apareceu no quarto. Que mudança!

Que rosto lívido!

— Que lhe aconteceu? — perguntou.

domingo, 16 de outubro de 2016

Como São Francisco conhecia os segredos das consciências

São Francisco. Vicente Carducho (1576 ou 1578 - 1638)
São Francisco. Vicente Carducho (1576 ou 1578 - 1638)
Luis Dufaur
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Como Nosso Senhor Jesus Cristo disse no Evangelho: “Eu conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem a mim”, etc., assim o bem-aventurado Pai São Francisco, como bom pastor, sabia por divina revelação de todos os méritos e virtudes de seus companheiros, e assim conhecia seus defeitos.

Razão pela qual ele sabia prover com ótimo remédio, isto é, humilhando os soberbos e exaltando os humildes, vituperando os vícios, louvando as virtudes; como se lê nas admiráveis revelações que tivera daquela sua primitiva família.

Entre as quais se fala que uma vez estando São Francisco com a dita família em um convento a tratar de Deus, e Frei Rufino não estando com eles naquela conversação, mas estava na floresta em contemplação.

Continuando a conversação sobre Deus, eis que Frei Rufino sai da floresta e passa um pouco diante deles.

Então São Francisco, vendo-o, voltou-se para os companheiros e lhes perguntou dizendo-lhes:

“Dizei-me qual acreditais que seja a mais santa alma, a qual Deus tenha agora no mundo?”

E respondendo-lhe acreditarem que fosse a dele, São Francisco lhes disse:

domingo, 2 de outubro de 2016

O Capítulo dos animais

O leão condena o burro por uma falta mínima.
O leão condena o burro por uma falta mínima.
Luis Dufaur
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Certa vez o leão ouviu que os frades faziam um Capítulo no qual todos se acusavam culpados dos pecados que tinham cometido e se submetiam a uma pena.

Disse então:

— “Ora, se os frades fazem um Capítulo de todos diante de seu superior, eu que sou o maior de todos os animais da terra e o senhor de todos eles, deverei ser pior?”

E logo mandou ordenar o Capítulo de todos os animais, para que comparecessem diante dele.

Uma vez todos reunidos, ele ocupou um trono e, assim que estava bem sentado, ordenou que todos se sentassem em volta dele.

E desde o trono, disse o leão:

— “Eu não quero ser pior do que os outros nisto. Quero que façamos um Capítulo como fazem os frades, e que nele se confesse todo pecado e mal feito; e, sendo eu o maior, quero saber de tudo. Eu ouvi falar que muitos males foram feitos por vós. Eu direi de quem é a vez de se acusar. Porém, quero que cada um confesse seu pecado. Vinde, um por um, todos a mim, vos acusando como pecadores daquilo que tendes feito”.

Ordenou então ao asno que fosse o primeiro a se penitenciar. O asno foi até o leão, e ajoelhando-se, disse:

— “Miserere, misericórdia!”

O leão falou:

— “O que fizeste, que fizeste? Dize-o logo”.

E o asno falou:

— “Miserere, eu pertenço a um camponês que certas vezes me carrega com um monte de palha e me leva até a cidade para vendê-la. E aconteceu que certa vez, enquanto andava, engoli um bocado sem que meu patrão percebesse. E assim fiz mais de uma vez”.

Então, disse o leão:

— “Oh, ladrão! Ladrão, traidor e malvado; não percebes todo o mal que fizeste? Quando é que poderás restituir o valor daquilo que tu roubaste e comeste?”

E logo ordenou que esse asno fosse preso e recebesse grande número de chibatadas. E assim foi feito.

Depois dele compareceu a cabra, que do mesmo modo se ajoelhou pedindo misericórdia.

Disse o leão:

— “O que é que tu fizeste? Oh, fala logo teu pecado”.

A cabra respondeu:

O julgamento da raposa
O julgamento da raposa
— “Meu Senhor, eu me acuso de minha culpa: certa vez, para fazer estrago, passei perto da horta de uma mulher, precisamente de uma viúva, que tinha muitas ervinhas odoríferas, salsa, manjerona, tomilho e até basilicão; e fiz muitas vezes dano às couves e a outras mudas, comendo suas pontas mais tenras.

“E após fazer dano a essa, também fiz mal a muitas hortas; e por vezes fiz dano de modo a não deixar nada que fosse verde”.

Disse então o leão:

— “Oh! Acabo de encontrar duas consciências muito diversas. Uma é muito subtil, até demais, e a outra é grossona, como a daquele ladrão do asno.

“Mas tu percebias o mal de comer essas ervinhas? Pois bem, vai em paz, vai não tenhas problema de consciência. Oh! Vai pura como eu. Não é necessário confessar esse pecado, é costume das cabras fazerem coisas dessas. Tens uma grande escusa, porque foste obrigada a fazer isso. Vai, vai, que eu te absolvo e não penses mais nisso”.

Depois da cabra apareceu a raposa, que se pôs de joelhos diante do leão.

Disse o leão:

— “Ora, confessa teus pecados. O que fizeste?

A raposa disse:

— “Miserere, eu recito minhas culpas. Matei muitas galinhas e as comi. E até certas vezes entrei no galinheiro onde dormiam, e tendo visto que não poderia chegar até elas, fingi que minha cauda era uma vara e que eu ia subir. E quando elas acreditaram, logo pularam para o chão; e então eu corri atrás delas e matei todas as que pude pegar; comi todas as que eu conseguia e as outras eu as deixava mortas; algumas vezes levei comigo mais de uma”.

Disse o leão:

— “Oh, como tendes uma consciência delicada! Em boa hora vai embora, vai! Em ti é natural tudo isso que fazes e eu não te darei penitência alguma, e nada te imputo como pecado. Também te digo que continues a agir corajosamente como fazes e não te acuses senão das galinhas que ficaram vivas”.

Tendo partido a raposa, apareceu o lobo e disse:

— “Meu Senhor, uma vez eu fui até o curral das ovelhas para ver como estava feito. Vós sabeis que a cerca em volta é alta, e eu comecei a pensar por onde poderia entrar facilmente. E assim que achei, procurei uma madeira que acho que era pesada como uma ovelha, para entrar e sair por cima dela. E assim fiz para não ser pego pelos cachorros. Entrei sorrateiramente e logo matei mais ovelhas do que tinha necessidade, e voltei carregando só uma”.

Disse o leão:

— “Oh, mais uma consciência delicada! Sabes o que te respondo? Não sintas dor de consciência por essas coisas. Doravante vai e faze galhardamente o que fazes sem te preocupar comigo”.

E assim que o lobo partiu, a ovelha entrou com a cabeça baixa, dizendo:

— “Be, be.”

Disse o leão:

— “O que fizeste, mulher hipócrita?”

Ela respondeu:

São Bernardino de Siena foi autor de muitas fábulas moralizadoras. Benvenuto di Giovanni (1436 - 1509-1518)
São Bernardino de Siena foi autor de muitas fábulas moralizadoras.
Benvenuto di Giovanni (1436 - 1509-1518)
— “Miserere, certas vezes em que passei pelas trilhas a cujo lado está semeado o capim, eu subi sobre um montículo e, vendo aquelas ervinhas verdes e tenras, não comi tudo, mas apenas as partes de cima, as mais tenras”.

Então disse o leão:

— “Oh maldita ladra, ladra traidora, foi assim que fizeste tanta maldade! E andas por ali dizendo ‘be, be’ enquanto roubas pela estrada! Oh, maldita ladra, quanto mal fizeste! Chega; dai-lhe muitas vergastadas; e dai-lhe tantas até surrá-la toda inteira, e fazei de modo que ela fique três dias sem comer coisa alguma”.

Pois bem, vedes tudo o que se tira deste conto!

Vós me entendestes?

O corvo não fura o olho de outro corvo. Quando um bicho ruim, como o lobo ou a raposa, faz uma coisa, o ruim acoberta para que não se veja.

Porém, se for a ovelhinha, ou o asno, quer dizer a viúva, a criança ou um coitadinho que diz ou faz alguma coisa pequena, o ruim pede: mata, mata. O lobo não come outro lobo, mas ele come a carne dos outros animais.

Oh, tu que governas, não punas com demasia o asno e a ovelha por pequenas coisas e não deixes de condenar o lobo e a raposa pelos seus grandes crimes!

O que deves fazer?

Escolhe a punição com prudência, discernindo a falta de uns e o crime dos outros.



(Autor: São Bernardino de Siena, “Apologhi e Novellette”, Intratext).


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domingo, 18 de setembro de 2016

Como Nossa Senhora converteu um mouro

Nossa Senhora com o Menino Jesus. Barnaba da Modena (1328-1386), Museu do Louvre, Paris.
Nossa Senhora com o Menino Jesus.
Barnaba da Modena (1328-1386), Museu do Louvre, Paris.
Luis Dufaur
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Cantiga 46 do rei de Castela Alfonso X, o Sábio. Cantigas de Santa María

Esta Cantiga conta como a imagem de Santa Maria, que um mouro guardava com honra em sua casa, deu leite pelos seus peitos.




Para que sejam mais conhecidos seus milagres, a Virgem faz alguns diante de homens sem fé.

E isto aconteceu como vou contar-vos e como o apreendi. Um mouro com grande hoste de Ultramar foi guerrear contra os cristãos e roubar os desprevenidos.

Aquele mouro fez estragos nas terras em que pôde entrar, e tudo o que roubou levou consigo. E muito satisfeito levou tudo à sua terra, para repartir todos os objetos roubados que tinha coletado.

Daquele conjunto que repartiu, guardou para si uma imagem da Virgem que lhe pareceu não ter igual, e depois de examiná-la muito, a fez preservar e guardar envolvida em panos de ouro.

Com frequência ia vê-la e, de si para si, dizia e raciocinava que não podia acreditar que Deus tivesse querido se encarnar e tomar carne de uma mulher.

“Perdidos estão todos aqueles que acreditam nisso”, dizia ele, “porque não consigo entender que Deus se desse tanto trabalho, nem que se humilhasse tanto.

“Pois ele que é tão grande não pode se encerrar no corpo de uma mulher e andar suando entre gente baixa, como dizem que andou para salvar o mundo.

“Mas, se de tudo isso que Ele mostrou, Ele quisesse vir até mim para me mostrar, eu me tornaria cristão logo e sem demora, e receberia o crisma junto com esses mouros barbudos”.

Mal pôde continuar o mouro com esses raciocínios, quando viu os dois peitos da imagem, como sendo de viva carne, dos quais emanava leite.

Quando viu coisa semelhante, sem mentir se pôs a chorar e fez vir um clérigo que o batizou. E depois disso, sem falta, fez que os seus se tornassem cristãos e, além do mais, praticou outras obras boas conhecidas.


Video: Cantiga 46 de Santa Maria






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domingo, 4 de setembro de 2016

A raposa e o lobo

A raposa e o lobo
A raposa e o lobo
Luis Dufaur
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Ouvistes a história da raposa e do lobo? Se não, vou vos contar. Tomai nota.

Uma vez a raposa andava num local onde costumava fazer muito estrago. Montaram então uma arapuca com uma galinha no meio de um poço d’água.

Quando a raposa viu a galinha, foi até o bordo do poço. Mas tinham montado um arranjo pelo qual assim que se aproximasse da galinha, cairia no poço.

E assim aconteceu.

Ela foi ficando cada vez mais perto da galinha, e subitamente caiu no poço. Para não se afogar, montou numa bacia e ali ficou.

Aconteceu de o lobo, ao passar por perto, ver a raposa lá no fundo. Então lhe disse:

“Ei, o que quer dizer isto, minha irmã? Tu que és sábia e mestra, como te aconteceu este mal?”

Respondeu a raposa:

— “Oh! Eu sou inocente, inocentíssima! Você sabe que nós pertencemos a uma mesma classe: você e eu vivemos roubando. Ajuda-me, como é nossa obrigação. Oh! Imploro-te que me ajudes naquilo que podes”.

Respondeu o lobo:

— “O que queres que eu faça?”

Disse a raposa:

— “Vem, entra nesta bacia seca e ajuda-me aqui embaixo”.

Disse então o lobo:

— “Mas tu não tens algo para comer?”

Respondeu a raposa:

— “Aqui há uma galinha”.

Ouvindo isso o lobo pulou na bacia e, na hora em que caiu, pela força da queda o lado em que estava afundou mais, enquanto o lado da raposa foi para cima, aproveitando-se ela para pular fora.

Então o lobo disse à raposa:

— “Ei, ei, ei, ei tu vais embora e me deixas aqui no fundo? Onde estão tuas boas maneiras?”

E ela respondeu:

— “Lamento, este mundo está feito deste jeito: há os que sobem e os que descem!”

E sumiu.

(Autor: São Bernardino de Siena, “Apologhi e Novellette”, Intratext



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domingo, 21 de agosto de 2016

O cavaleiro de Tundale e sua visita ao inferno


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O cavaleiro irlandês Tundale aprendeu uma lição de seu soldado, que nunca esqueceu.

Tundale era um bravo homem e bom soldado, mas não levava uma vida muito boa.

Um dia, enquanto estava sentado a uma mesa, caiu inconsciente e ficou naquele estado por três dias.

Quando recobrou consciência, era um homem mudado.

Começou a louvar a Deus e a fazer penitência por todas coisas más que tinha feito.

Por que mudança tão repentina?

Ele contou a seus amigos que, enquanto estava inconsciente, sua alma pareceu deixar o corpo, e ele se achou rodeado de demônios que queriam levá-lo para o inferno.

Os demônios atormentavam-no terrivelmente, até que seu anjo da guarda apareceu e expulsou-os.

Então o anjo conduziu-o através do inferno e purgatório, mostrando-lhe pessoas que tinha conhecido quando vivas.

Tundale disse a seu anjo o quanto ele tinha padecido nas mãos dos demônios, e o anjo lhe respondeu: “Tenho estado sempre ao seu lado, mas você nunca me pediu ajuda”.


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