domingo, 10 de junho de 2018

O anjo e o cálice do ermitão

O anjo e o cálice do ermitão
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Enquanto um peregrino perfazia sua longa romaria aconteceu de se aproximar um homem jovem, pobremente vestido, que lhe pediu licença para prosseguir na sua companhia.

No transcurso da viagem o peregrino ficou admirado vendo seu novo companheiro se afastar dos locais onde costumeiramente a juventude procura prazeres, como bailes e cabarés.

Em revanche, quando o novel viajante descobria um cadáver abandonado na floresta, se dava todos os cuidados para enterrá-lo.

Certa feita, no fim da jornada, foram surpresos pela noite precisamente numa floresta. Só conseguiram perceber uma pequena ermida.

Nela imploraram a hospitalidade de um santo homem que lhes ofereceu seu pão e seu leito.

Na manhã do dia seguinte, após apresentarem seus agradecimentos e se terem despedido, os caminhantes retomaram a estrada.

Mas, eis que o peregrino percebeu na sacola do jovem um belo cálice dourado que o ermitão usou para dizer a Missa.

– Como é possível que tu tenhas ousado roubar um homem que se mostrou tão bom conosco?, reprochou-o.

O jovem respondeu:

– Ele estava excessivamente apegado a esse objeto e era a única coisa que o separava de Deus. Eu vim para levá-lo.

E dizendo isso, seu rosto começou a brilhar como um sol, seus cabelos foram ficando mais belos que o arco-íris, suas roupas se assemelharam a um manto de estrelas.

Então estendeu umas assas refulgentes de luz e levantou voo para o Céu.




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