domingo, 24 de fevereiro de 2013

A ponte de Ledea

Puente de Burgui, Navarra
Puente de Burgui, Navarra

O rei mouro Abderramam tinha que passar pela Navarra, de regresso da França. O rei Dom Sancho ao saber disso, enviou mensageiros aos vales de Roncal, Salazar e Aezoa, com ordem de que reunissem todos os homens disponíveis e lutassem contra os mouros.

Os roncaleses e os de Salazar dispuseram-se a cumprir a ordem do monarca. Ao toque de sinos dos povoados, os homens deixaram suas ocupações e tomando as armas que podiam dispor, foram atacar Abderramam.

Mas os aezoanos disseram que eles não eram homens de guerra, e que sua obrigação consistia em cultivar e guardar as terras. Mas, se Abderramam aparecesse por aí, o receberiam com fogo.

Assim foram os de Roncal e os de Salazar, que se dirigiram ao encontro da hoste moura. Iam cheios de fúria. Decididos a vencer os inimigos da Fé.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

As quatro barras catalunhas

Escudo da Catalunha
Escudo da Catalunha
Os normandos invadiram a França, no reinado de Carlos I.

O Imperador enviou a seu sobrinho Vifredo, o Veloso, Conde de Barcelona, uma carta, na qual pedia-lhe que o socorresse com os seus guerreiros.

O Conde marchou imediatamente com seu exército que entrou na batalha, vencendo os normandos, que se retiraram vencidos.

Uma flecha acertou o peito de Vifredo, no coração. Foi retirado a uma tenda, onde o visitou o Imperador.

O tio quis recompensar a seu sobrinho por esta lançada dando-lhe riquezas e bens.

Mas ele recusou toda recompensa, lamentando apenas que, apesar das muitas vitórias que havia obtido, em diversas batalhas nas quais havia tomado parte, seu escudo de armas ainda era liso: campo dourado, sem insígnias que revelava as suas muitas gestas.

O Imperador Carlos molhou, então, na ferida de Vifredo os quatro dedos de sua mão direita, e os passou de cima para baixo no escudo, marcando nele as quatro barras de sangue que ainda hoje adornam o escudo de Catalunha, Valencia e Aragão.

(Fonte: V. Garcia de Diego, Antologia de Leyendas de la Literatura Universal, Editorial Labor S.A., Madrid-Espanha, 1ª edição, 1953).