domingo, 26 de agosto de 2012

Encontro da Cruz de Monjardin

Cruz miraculosa, Villamayor de Monjardin, Igreja de Santo André
Na igreja de Monjardin guarda-se uma preciosa cruz do século XII, quiçá a mais antiga de quantas cruzes paroquiais possui a Navarra. Sua origem se acha revestida de legendas.

A cruz apareceu ao Rei Sancho Garcés, quando conquistou dos mouros o castelo de Monjardin. O monarca a ocultou, para evitar que os mouros a profanassem. Assim esteve muito tempo.

Ao norte de Monjardin há um lugar denominado Egusquiza (nome que significa "lugar do sol"), onde está situado o palácio dos Medranos, ricos homens de Navarra.

Certo dia um pastor desta casa apascentava seu rebanho no sopé do monte. Quando se dispunha a conduzir o rebanho a pastos melhores, viu que uma cabra permanecia quieta em seu lugar, ao pé de uma árvore.

domingo, 12 de agosto de 2012

Lenda de Tentúgal “Tem-te-igual” face à moraima

Igreja de Tentúgal
Igreja de Tentúgal
Entre a cidade de Coimbra e a Vila de Montemor-o-Velho fica a aldeia de Tentúgal que hoje é uma pequena povoação mas que nos tempos de primeira dinastia era uma posição fortificada bastante importante, defendendo a passagem do Mondego.

Os mouros tinham sido escurraçados até ao Algarve, mas os dois sucessores do conquistador de Silves não foram lutadores como os dois primeiros reis portugueses e eram freqüentes as incursões sarracenas que, vindas da Andaluzia, atravessavam o Guadiana e vinham assolar as terras reconquistadas.

Os portugueses eram senhores dos castelos e quando os mouros faziam os seus fossados, as populações rurais, ainda mozárabes, isto é mistas de católicos e árabes convertidos, refugiavam-se atrás das ameias.

Os mouros faziam correrias até o Tejo, passando pelos campos e montes entre as praças-fortes e apoderavam-se das colheitas e do gado que podiam recolher. Depois, voltavam para o seu reino da Andaluzia com os despojos.