quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Os gigantes de Nideck


O castelo de Nideck, na Alsácia, está composto por 2 ruínas sobre um morro muito inclinado.

Esta singularidade do local e a vizinhança de uma grande cachoeira muito rumorosa tal vez tenha gerado uma lenda transmitida de pai a filho após inúmeras gerações.

Ela conta que há muitos séculos vivia no castelo de Nideck um casal de gigantes e sua “pequena” filha.

Ela ficava entediada nos imensos salões do castelo e, um dia, decidiu sair para conhecer as redondezas. Ela vestiu de azul céu, arranjou seus cabelos para ficar bem bonita e partiu para descobrir o mundo de fora.

Com poucos passos, ela atravessou os morros e chegou até uma vasta planície que parecia deserta. Mas, lá embaixo, perto de seus pés, ela viu coisas que mexiam.

Pareciam minúsculas bonecas, entre as quais havia:

‒ uma boneca menino com bigode e um grande chapéu;

‒ uma boneca vaca que puxava uma charrete.



Maravilhada com essas bonecas que mexiam e faziam ruído, ela achou que:

‒ “Esses brinquedos devem ser muito entretidos nos dias de chuva quando fico dentro do castelo!”

Quando voltou ao castelo, seu pai estava sentado na mesa do grande salão. Ela disse:

‒ “Bom dia, meu pai”.

‒ “Bom dia, minha filha, você passou bem esta manhã?”

‒ “Ah, sim, pai! Eu fui passear.”

‒ “E o que é que você traz no seu lindo avental?”

‒ “São brinquedos que encontrei na planície”.

O pai, que era o rei desses territórios ficou surpreso que neles houvesse brinquedos para um gigante e que pudessem ser colhidos assim na planície. Ele não tinha autorizado um jardim para filhos de gigante em seu território. Ele perguntou:

‒ “Você pode me mostrar essas maravilhas?”

‒ “Sim, pai. Você vai ver. Eles mexem, fazem ruído, como eles são bonitinhos!”

E ali o Rei compreendeu o engano de sua filha. Era preciso lhe explicar o erro e logo logo reparar a trapalhada.

‒ “Minha filha, essas coisas não são brinquedos, mas homens”...

‒ “Como é !!??”

‒ “Esses homens são os camponeses que cultivam nossas terras”.

‒ “Cultivam ?”

‒ “Tudo que nós comemos é produzido por esses camponeses”.

‒ “Haaa, agora eu entendo...”

‒ “Você tem que levá-los logo aos campos com muito carinho, se não nós não teremos mais nada para comer em poucos dias”.

A moça compreendeu o erro e com todo amor cumpriu o que pai lhe indicou e mais nunca se verificou nenhuma desaparição na região.

Hoje, os gigantes não habitam mais as ruínas, mas a lenda ficou para provar o zelo com que eles protegiam os simples camponeses, o desvelo que eles manifestavam pelos menores e a gratidão desses pelos seus enormes senhores naquele longínquo passado.

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