quinta-feira, 4 de março de 2010

Como o velho conde se fez ermitão


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O velho conde Guy de Maience habitava um castelo às margens do Reno, lá adiante, perto da embocadura do rio, não longe do "mar salgado".

Era um infatigável caçador, e tivera em toda sua vida apenas duas belas paixões: a batalha e a caça do bosque.

Ora, um dia em que ele perseguia um veado pela floresta adentro, não foi pequena sua surpresa, e nem sua irritação, ao ver o animal se refugiar no pequeno quintal de uma ermida.

E logo o ermitão caiu a seus pés pedindo clemência pelo animal já sem fôlego:

— "Não, não! Não há clemência" — exclamou o conde.

E lançou no animal o grande dardo que tinha na mão.

Mas a flecha, mal dirigida, atingiu o eremita e lhe atravessou o coração.

Os anjos desceram do céu para recolher sua alma.

Nada pôde exprimir então a dor do assassino involuntário:

"Eu juro tomar o lugar deste que matei — diz ele — e viver nesta ermida até o fim de minha vida!"

E o nobre terminou seus dias como piedoso ermitão.


(Fonte: Léon Gautier, "La Chevalerie")



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