quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Os três pinheiros de Thann

Na cidade de Thann, na Alsácia, França, todos os anos, no dia 30 de junho, os habitantes queimam três pinheiros na praça central da cidade.

A festa vem de um fato curioso da Idade Média.

Na metade do século XII vivia na Itália um santo homem chamado Thiébaut. Ele era bispo da cidade de Gubbio, na Umbria. Ele viveu sempre acompanhado de seu servidor.

Um dia, se sentindo mal lhe disse:

‒ “Aproxima-te fiel servidor”.

‒ “Cá estou, monsenhor”.

‒ “Há muitos anos, tu me serves lealmente, eu devo te recompensar”.

‒ “Não, monsenhor, já é uma honra vos servir”.

‒ “Escuta em lugar de falar... Quando eu partirei desta terra...”

‒ “Não fale isso...”

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Poço do Diabo no castelo de Fleckenstein

O altaneiro castelo de Fleckenstein (foto ao lado) fica na Alsácia, França. Hoje a fortaleza medieval está em ruínas.

Mas ela tem um poço de mais de 70 metros de profundidade inteiramente entalhado na rocha. Essa façanha não parece humana e fez nascer a lenda do Poço do Diabo de Fleckenstein:


“O ponto débil de todo castelo é a água. Se ficar sem ela o inimigo podia exigir a rendição.

“Por isso o senhor feudal de Fleckenstein fiz vir os melhores entendidos em poços da região. E eles se puseram a trabalhar encarniçadamente. Eles queriam topar o desafio!

“Dia após dia, semana após semana, o poço se aprofundava, mas nenhuma gota d’água aparecia para refrescá-los.

“Após um ano de um trabalho de Hércules, eles tinham atingido uma profundidade “próxima do centro da terra”, como eles diziam.

“Ali, os raios do sol não podiam mais iluminá-los e eles trabalhavam numa obscuridade desconhecida.

“E nunca encontravam a água!

“Foi então que apareceu um estranho poceiro. Ninguém conhecia-o.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O lenhador que queria ficar rico sem trabalhar

Ficaram umas poucas ruínas do castelo de Hohenstein, na Alemanha. Elas não dão idéia da grandeza daquela cidadela medieval, e da riqueza de seu senhor.

Uma legenda conta que:

“Há já muito tempo, naquela densa floresta, um lenhador trabalhava duramente perto da cidadela.

Floresta do castelo de Hohenstein

“O lenhador, entretanto, acariciava um sonho. Ele até falava em alta voz, quando ninguém o ouvia:

‒ “Que tal ficar rico sem trabalhar? Uma sorte, um inesperado, e a gente acha um tesouro. Ah! Nunca mais trabalhar... que bom !

“O diabo que andava por ali perto pegou a coisa no ar e aprontou uma das dele.

“Quando os últimos raios de sol desapareceram por trás da colina, o lenhador parou seu serviço e pegou o caminho de volta.

“O demônio tinha ali montado uma arapuca. Como de pura sorte o lenhador julgou perceber entre as ruínas do castelo uma curiosa pilha de materiais transparentes e desconhecidos.